Cento e cinquenta
anos se passaram desde que o dragão se apoderou do reino, o história se
espalhou e as batalhas se tornaram cada vez mais árduas e frequentes, a última
fora a dois meses contra três pelotões de infantaria pesada.
O dragão despertou e levantou a cabeça, um guerreiro estava se aproximando mas diferente de todo o resto ele não esmurrou a porta, não entoou gritos de guerra e não avançou desenfreadamente.
ele se aproximava do enorme dragão agora de pé à passos curtos e pesados.
O dragão despertou e levantou a cabeça, um guerreiro estava se aproximando mas diferente de todo o resto ele não esmurrou a porta, não entoou gritos de guerra e não avançou desenfreadamente.
ele se aproximava do enorme dragão agora de pé à passos curtos e pesados.
-está perdido
humano? perguntou o dragão.
-me perdoe responder com outra pergunta - disse o humano - mas você é o dragão da fortaleza de Algalord?
-me perdoe responder com outra pergunta - disse o humano - mas você é o dragão da fortaleza de Algalord?
-sim, este sou eu.
-respondeu o dragão
-então não estou perdido. -terminou o humano
-então não estou perdido. -terminou o humano
O dragão o analisou
curioso, ele tinha uma armadura, uma espada no cinto e uma lança longa na mão
direita, um equipamento comum a todo herói da realeza num conto de fadas. porém
mesmo tão bem equipado não demonstrava pressa em atacá-lo então resolveu perguntar:
-não tem pressa em
desafiar-me e reclamar o poder e glória que minha morte lhe trará?
-não tenho pressa em
tirar outra vida - respondeu o cavalheiro- a guerra forçou meu povo a viver
como renegados, naquela guerra tirei muitas vidas, tirei mais outras pela
armadura e pela espada.
- o que você quer aqui então? - perguntou o dragão com interesse na figura ímpar a sua frente.
- o que você quer aqui então? - perguntou o dragão com interesse na figura ímpar a sua frente.
-quero o reino como
lar para meu povo mas... - o humano suspirou- realmente é preciso mais sangue
para isso? Estou farto desse desperdício.
-compreendo -disse o
dragão empático- mas se você quer um lar para seu povo deve merecê-lo, deve
conquistá-lo. - pondo-se de pé anunciou- alegra-te, esta será a última batalha
de nossa longa jornada.
o guerreiro soltou a
lança e desembainhou a espada, por fim disse.
-seria uma honra desafiar-te para um duelo, guardião de Algalord.
-desafio aceito, boa sorte. -respondeu o dragão.
-seria uma honra desafiar-te para um duelo, guardião de Algalord.
-desafio aceito, boa sorte. -respondeu o dragão.
A batalha contra o guerreiro foi árdua e longa, podia estar sozinho mas lutava como cem homens, mesmo cansado da guerra e do sangue ainda lutava vigorosamente assim como um homem desesperado e com motivo muito maior do que si próprio.
O Dragão Guardião estava estendido no chão, tudo estava ficando escuro mas havia amanhecido há apenas uma hora, ele olhou para aquele homem logo a sua frente que estava em bom estado, sua lesão mais grave foi uma torção no pé esquerdo.
- Te parabenizo jovem guerreiro, logo minha morte marcará sua vitória e então você será o guardião e Rei de Algalord. -contemplou o dragão.
- Lamento ter que ser assim... - respondeu o guerreiro.
- Não lamente, você se provou digno de ter para si o reino de Algalord e conseguiu para seu povo um novo lar para viver em paz mais uma vez, vá ao castelo e encontrará seu prêmio nos aposentos reais e toda riqueza que já desejou na sala forte. - disse o dragão e fechou os olhos.
- Não, espere, qual é o seu nome? - questionou o jovem.
- Te parabenizo jovem guerreiro, logo minha morte marcará sua vitória e então você será o guardião e Rei de Algalord. -contemplou o dragão.
- Lamento ter que ser assim... - respondeu o guerreiro.
- Não lamente, você se provou digno de ter para si o reino de Algalord e conseguiu para seu povo um novo lar para viver em paz mais uma vez, vá ao castelo e encontrará seu prêmio nos aposentos reais e toda riqueza que já desejou na sala forte. - disse o dragão e fechou os olhos.
- Não, espere, qual é o seu nome? - questionou o jovem.
O dragão abriu os olhos novamente e o fitou surpreso com a pergunta e em suas últimas palavras respondeu
- Ancelot.
O guerreiro sentou-se aonde estava, contemplando a imagem majestosa do dragão, ainda que moribundo não perdera sua realeza. Sentia a vibração suave e ritmada no solo do coração do dragão cada vez mais lento até que por fim nada mais chegou ao seus sentidos. O silêncio era ensurdecedor e rasgou a mente do guerreiro fazendo-o lembrar de todo seu trajeto até ali e também pensou em quantos heróis devem ter morrido neste salão.

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